Mulheres Mostram sua Força no Empreendedorismo Com o Objetivo de Ajudar Outras Mulheres 

Imersão 42 teve número expressivo de mulheres que atuam no segmento; com o objetivo de promover um grande movimento, se organizam para trabalhar suas atividades em conjunto 

Por Verônica Guimarães | Jornalista da 8Ps 

Em movimento crescente, a mulher tem buscado cada vez mais destaque no mercado de trabalho. E, no empreendedorismo não é diferente. Atualmente, as mulheres representam 51% do número de MEI e pequenas empresas no Brasil, de acordo com a Global Entrepreneurship Monitor. Dessa mesma forma, seu destaque nas realizações.  

E, para que esse número cresça ainda mais, muitas mulheres atuam no empoderamento do gênero, trazendo ainda mais pessoas para a atuação. E elas estão nos mais diferentes segmentos de auxílios e capacitações, da maternidade ao planejamento de um negócio, em construção ou já atuante. 

E na Imersão 8Ps não tem sido diferente. Mães com seus filhos e apenas mulheres tem sido presença constante entre os participantes em busca de novidades ou apenas crescimento na esfera digital e aumento nas vendas.  

Abaixo, conheça duas delas, cada uma num segmento diferente. 

Das passarelas para o empoderamento 

Ela tem uma presença marcante por onde passa com seus 1,80m de altura. Modelo internacional, morou em sete países em três continentes através da moda e fez campanhas para nomes e marcas conhecidas como Adidas e Alexandre Herchcovitch. 

Atualmente, se dedica a projetos pessoais. Entre eles o Pupa, voltado a mulheres que desejam trabalhar e melhorar sua autoaceitação. “Muito embora eu tenha atuado por muitos anos da minha vida com a moda, sempre tive problemas em me aceitar como realmente sou. Ora por conta do nariz, ora por conta da testa que considero grande ou então pelos dentes separados. São características que me afetavam, e ainda afetam, psicologicamente. E, ao mesmo tempo que preciso trabalhar isso em mim, sei que existem várias outras mulheres com problemas de aceitação. Podemos fazer isso juntas, trabalhar essas questões e superar cada uma delas de maneira coletiva. Uma ajudando a outra. E esse objetivo e com esse formato eu só descobri durante a realização da Imersão”, conta. 

Ela conta que durante anos usou cabelos cumpridos de diversas formas, porém para os trabalhos sempre havia exigência em usar cortes muito curtos, vezes até mesmo careca. “Isso era um problema para mim, tinha uma dificuldade enorme em me ver com a cabeça raspada, por exemplo. Hoje é o contrário, percebo o quão elegante pode ser, o quão empoderador é e como representa força. Minha visão mudou com a aceitação!”, comemora. 

E, assim como com a grande maioria das mulheres, Rojane não tem mais facilidade em conseguir aceitar seu estereótipo. “Sempre fui a grandona, sequinha, com a testa grande. Isso me perseguiu por tempos. Hoje me acho linda e poderosa e é assim que toda mulher precisa se ver também”, finaliza. 

A ressignificação do sofrimento enquanto combustível como propósito de vida 

Aos 26 anos de idade, ela vendeu tudo o que podia para ir aos Estado Unidos no conhecido evento do Tony Robbins, coach das celebridades. Lá, teve a oportunidade de contar sobre seu histórico de vida, seus enfrentamentos desde então e as dificuldades que levava consigo. Tocado pelo contexto que a afetava negativamente, Tony decidiu por investir em sua recuperação sabendo que, após sua cura interna, ela seria capaz de transformar muitas outras vidas. E foi assim que Dawn Watson se redescobriu enquanto ser humano e aprendeu a ressignificar sua história particular. 

“A descoberta do meu propósito foi apenas uma forma de me certificar o que sempre soube: que poderia ajudar pessoas. Porém, com tamanho sofrimento na bagagem interna estava impossível conseguir enxergar isso e o como. Eu estava tão carregada das minhas dores que não teria como ajudar alguém sem antes me ajudar”, comenta. 

Ela passou por experiências dolorosas em sua vida desde a infância, o que a fazia acreditar que poderia ser um fardo a carregar e fazia com que as marcas do passado parecessem indeléveis. “De fato as marcas não se tornam invisíveis, mas é muito possível fazer com que essas cicatrizes se tornem impulsos para ações grandiosas, verdadeiro combustível para a minha grandeza interior”. 

Com a superação, Dawn escreveu um livro A força que há em nós e passou a promover encontros de quatro dias em A Cabana, onde o participante imerge ao seu interior no intuito de ressignificar a dor e encarar os desafios com um outro olhar, sem que haja sofrimento. “Cheguei a um ponto em que a minha missão em um empreendimento precisa atingir cada dia mais pessoas. Vim pra cá com o objetivo de ampliar minhas fronteiras. E isso é visceral, transborda em mim a vontade em mostrar a cada uma das pessoas que a solução está dentro dela mesma e não fora. É um legado que preciso fazer chegar cada vez mais longe”, complementa. 

 

 

Veja Também...

Start Up voltada a licitações públicas monta treinamento via internet e faz sucesso

A edição da Imersão no Rio de Janeiro foi sucesso total!

Imersos PRO sobem ao palco para receber premiação

Edição RJ da Rodada já tem negócios quase fechados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *