Após Imersão 8Ps, empresário monta empresa sustentável e inclusiva e, em paralelo, auxilia projeto para jovens da periferia

Percebendo as dificuldades que sua mãe encontrava no mercado de trabalho, Pedro Felipe optou em ter em seu quadro de funcionários apenas profissionais mais experientes; ao mesmo tempo, buscou auxiliar jovens em situação de risco a pensarem no próprio futuro 

Por Verônica Guimarães | Jornalista da 8Ps 

Ele atuava em uma empresa de cobranças até então, estava descontente e não sabia qual rumo tomar. Impulsionado por uma amiga, Jéssica Santiago, Case de Sucesso 8Ps, foi à Imersão conhecer os processos de atuação em marketing digital e vendas, além de aprender a trabalhar seu mindset.  

“A Imersão 8Ps foi muito mais do que um treinamento. Eu não sabia o que e nem como pensar em algo diferente e foi, através de uma sessão de hipnoterapia, que entendi muitos dos meus processos. Consegui compreender muitos porquês pelos quais eu vinha passando e o que precisaria fazer para ter uma vida mais plena e feliz”, comenta Pedro Felipe. 

Pedro conta que sua participação na Imersão pela primeira vez foi a de Turma 37, em abril de 2018. “Saí de lá em estado de êxtase e no mês seguinte passei a planejar o meu projeto”. 

Foi então que a PFCONCEPT foi criada. “Criamos uma marca de camisetas com propósito sustentável e inclusivo”, conta.

Novas ações, novos rumos 

Ele teve algumas sacadas que mudariam o rumo da sua vida profissional e, baseado nas vivências que teve com sua mãe, consequentemente a de pessoas que se envolveriam com o projeto. “A PFCONCEPT foi pensada para trabalhar justamente com o diferencial, tecido sustentável e pessoas com mais dificuldade em se recolocar no mercado de trabalho, majoritariamente acima dos 50 anos”, justifica. 

Ele conta que a primeira produção da empresa foi de 400 unidades de camisetas, “foi nossa coleção de estreia. As vendas foram realizadas no período entre maio e julho. Eu havia traçado a meta de 15 camisetas vendidas ao mês, já que éramos novatos no mercado. Mas, de cara, usei o Método de Lançamento que aprendi com os 8Ps e vendemos muito mais do que esperávamos”, conta. 

“Com um plano em mente para de fato colocar minha ideia em prática, passei a trabalhar minha autoridade, criando e publicando conteúdos diários nas redes sociais. Ao longo do ano, e aos poucos, o trabalho foi ganhando forma, mas foi na Imersão 40 que as coisas de fato aconteceram”, argumenta. 

“Só em dezembro trabalhamos uma nova produção. Montei grupos de WhatsApp com leads captados através do engajamento das mídias sociais. Passei a trabalhar, a partir de um determinado momento, o processo de antecipação para o lançamento de uma nova coleção para as camisetas. Através desse trabalho, consegui 77 leads qualificados e passei a fazer o CTA (call to action) voltado às vendas. Converti 20%. Isso representou praticamente 800 reais em vendas, a um ticket médio de 49,99 reais. Toda a ação foi com zero investimento, completamente orgânico. Foi uma ação de grande representatividade para a nossa marca”, comemora. 

Ele conta que, na sequência, fez uma nova ação com clientes que tinham comprado anteriormente. Era uma lista com 44 leads e desses treze efetuaram nova compra. “Foram 30% em conversão e 21 camisetas vendidas, com rendimento de pouco mais de 1 mil reais. Esse valor foi todo reinvestido em uma nova produção”. 

Agora, ele se reorganiza para um novo Lançamento para esse mês de abril. “Estou investindo em anúncios de campanha, vou trabalhar o funil de vendas que aprendi com os 8Ps. Serão trabalhadas as vendas de 300 unidades de uma nova coleção”, conta ele. 

A preocupação com o outro 

Ele havia tido a vivência de morar em uma região de extrema violência, na periferia de Salvador (BA), e, ao retornar no local anos mais tarde à sua saída, não encontrou boa parte dos amigos que havia feito. “A maioria faleceu devido à violência e mesmo por conta das drogas. Era algo que eu não queria para as gerações seguintes e eu sabia que poderia fazer algo, pelo menos a alguns. Por esse motivo, passei a apoiar o projeto Bússola”, conta Pedro Felipe.

O projeto, que funciona no Jardim Irene, conhecido bairro periférico, da zona sul da capital paulista, passou a receber como forma de incentivo parte da renda que a empresa de Pedro Felipe obtém das vendas das camisetas e é aplicado em aulas. São aulas semanais por seis meses. “São 17 jovens atendidos por semestre. Eles passam por aulas de motivação, de comunicação não violenta, inglês, informática e outras atividades que possam auxiliar no desenvolvimento humano e profissional do jovem atendido. Eles passam por um processo de autoconhecimento, inclusive, por atendimento de um coach, que traça metas para serem alcançadas. Meu objetivo é que eles se descubram, tenham uma vida mais digna e sejam vitoriosos naquilo que escolherem”.

Pedro Felipe justifica que o Bússola foi a forma que encontrou para deixar uma marca em outras famílias. “É o meu legado poder olhar para o próximo e fazer algo que possa beneficiá-lo ali na frente. Quero mostrar que todo mundo pode ser uma pessoa realizada, basta ter um pouco autoconhecimento e dedicação ao que quer”. 

E, para que o projeto seja completo, ele conta que os pais dos jovens atendidos também passam por sessões: “é necessário que os pais, pessoas que irão lidar diretamente com o jovem atendido, tenham suas crenças limitantes quebradas, pois sem elas será mais fácil que consiga incentivar o filho”, argumenta. 

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